Burkina Faso

Burkina Faso

Agência Reguladora: Autorité de Régulation des Communications Electroniques et des Postes (ARCEP)

PIB- parcela das telecomunicações no PIB: O setor das telecomunicações contribuiu com 4,4% do PIB em 2020, acima dos 4,1% em 2019. O setor emprega cerca de 25 mil pessoas e presta serviços a mais de 22 milhões de assinantes.

Jornada Regulatória e Evolução da Indústria : A indústria de telecomunicações de Burkina Faso passou por várias reformas e desenvolvimentos desde a liberalização do setor em 1998. O principal órgão regulador é a Autorité de Régulation des Communications Electroniques et des Postes (ARCEP), que supervisiona o licenciamento, regulação e monitorização de operadores e prestadores de serviços de telecomunicações. O principal quadro político é a Stratégie Nationale de Développement du Numérique 2018-2027 (SNDDN), que visa promover o desenvolvimento e a utilização das TIC para o desenvolvimento socioeconómico. As principais operadoras do mercado são a Orange, a operadora líder de telefonia móvel e fixa, a Onatel, a segunda maior operadora de telefonia móvel e fixa, a Telecel, a terceira maior operadora móvel, e a YooMee, uma operadora de banda larga fixa sem fio. Os principais serviços oferecidos pelas operadoras incluem voz, SMS, dados, internet e dinheiro móvel.

O Burkina Faso realizou progressos significativos no seu percurso de transformação digital, especialmente nas áreas da conectividade móvel, crescimento do comércio eletrónico, pagamentos digitais, infraestruturas de TIC, startups e inovação, competências digitais e educação, e iniciativas digitais governamentais. Alguns dos principais indicadores que refletem até que ponto as tecnologias digitais facilitam as interações económicas, sociais e públicas (governo eletrónico) são:

  • Conectividade Móvel: A prevalência da utilização de telemóveis, especialmente smartphones, reflecte a acessibilidade dos serviços digitais. A taxa de penetração móvel foi de 105,9% em 2020, com 22,1 milhões de assinantes móveis ativos, segundo a ARCEP. A taxa de penetração de smartphones foi de 35% em 2020, com 7,3 milhões de usuários de smartphones, segundo a GSMA. Os principais impulsionadores da conectividade móvel são o baixo custo dos cartões SIM, a disponibilidade de serviços de dinheiro móvel e a crescente procura de redes sociais e entretenimento online.
  • Crescimento do comércio eletrónico: O volume e o valor das transações online e das atividades de comércio eletrónico demonstram até que ponto as plataformas digitais são utilizadas para a compra e venda de bens e serviços. O tamanho do mercado de comércio eletrônico foi estimado em US$ 40 milhões em 2020, com uma taxa de crescimento de 30% ao ano, segundo a E-commerce Foundation. As principais plataformas de comércio eletrônico são Jumia, Afrikrea, Afrimarket e Zando. Os principais desafios para o crescimento do comércio eletrónico são o baixo nível de confiança, o elevado custo de entrega, a falta de opções de pagamento digital e a baixa sensibilização para as compras online.
  • Pagamentos Digitais: A adoção de métodos de pagamento digitais, como carteiras móveis e serviços bancários online, indica a mudança das transações financeiras tradicionais para as digitais. A percentagem de adultos com conta numa instituição financeira ou num prestador de serviços de dinheiro móvel aumentou de 14,4% em 2014 para 40,4% em 2017, segundo o Banco Mundial. A percentagem de adultos que fizeram ou receberam pagamentos digitais no ano passado aumentou de 9,8% em 2014 para 28,2% em 2017, segundo o Banco Mundial. As principais plataformas de pagamento digital são Orange Money, Onatel Money, Telecel Money e YooMee Money. Os principais desafios para os pagamentos digitais são o baixo nível de inclusão financeira, o elevado custo das transações, a falta de interoperabilidade e as barreiras regulamentares.

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