Guiné

Republic of Guinea

Agência Reguladora: Autorité de Régulation des Postes et Télécommunications (ARPT)

PIB – participação das telecomunicações no PIB: O sector das telecomunicações da Guiné contribuiu com 3,2% do PIB. O setor emprega cerca de 20 mil pessoas e presta serviços a mais de 12 milhões de assinantes.

Jornada Regulatória e Evolução da Indústria: A indústria de telecomunicações da Guiné passou por várias reformas e desenvolvimentos. O principal órgão regulador é a Autorité de Régulation des Postes et Télécommunications (ARPT), que supervisiona o licenciamento, regulação e monitoramento de operadoras e prestadores de serviços de telecomunicações. O principal quadro político é a Stratégie Nationale de Développement du Numérique 2018-2022 (SNDN), que visa promover o desenvolvimento e a utilização das TIC para o desenvolvimento socioeconómico. As principais operadoras do mercado são Orange, a operadora líder de telefonia móvel e fixa, MTN, a segunda maior operadora móvel, Cellcom, a terceira maior operadora móvel, e Intercel, a quarta maior operadora móvel. Os principais serviços oferecidos pelas operadoras incluem voz, SMS, dados, internet e dinheiro móvel.

A Guiné fez alguns progressos no seu percurso de transformação digital, mas ainda enfrenta muitos desafios nas áreas de penetração e acesso à Internet, crescimento do comércio electrónico, pagamentos digitais, infra-estruturas de TIC, startups e inovação, competências e educação digitais, e iniciativas digitais governamentais. Alguns dos principais indicadores que refletem até que ponto as tecnologias digitais facilitam as interações económicas, sociais e públicas (governo eletrónico) são:

  • Penetração e acesso à Internet: A percentagem da população com acesso à Internet aumentou de 1,7% em 2015 para 5,8% em 2020, segundo a União Internacional de Telecomunicações (UIT). Os principais modos de acesso à Internet são a banda larga móvel e a banda larga fixa sem fio. O custo médio de 1 GB de dados móveis é de US$ 3,6, o que representa 17,9% da renda média mensal, de acordo com a Alliance for Affordable Internet (A4AI). Os principais desafios para o acesso à Internet são a falta de acessibilidade, disponibilidade e qualidade de serviço.
  • Conectividade Móvel: A prevalência da utilização de telemóveis, especialmente smartphones, reflecte a acessibilidade dos serviços digitais. A taxa de penetração móvel foi de 89,6% em 2020, com 12 milhões de assinantes móveis ativos, segundo a ARPT. A taxa de penetração de smartphones foi de 15% em 2020, com 2 milhões de usuários de smartphones, segundo a GSMA. Os principais impulsionadores da conectividade móvel são o baixo custo dos cartões SIM, a disponibilidade de serviços de dinheiro móvel e a crescente procura de redes sociais e entretenimento online.
  • Crescimento do comércio eletrónico: O volume e o valor das transações online e das atividades de comércio eletrónico demonstram até que ponto as plataformas digitais são utilizadas para a compra e venda de bens e serviços. O tamanho do mercado de comércio eletrônico foi estimado em US$ 10 milhões em 2020, com uma taxa de crescimento de 20% ao ano, segundo a E-commerce Foundation. As principais plataformas de comércio eletrônico são Jumia, Afrikrea, Afrimarket e Kaymu. Os principais desafios para o crescimento do comércio eletrónico são o baixo nível de confiança, o elevado custo de entrega, a falta de opções de pagamento digital e a baixa sensibilização para as compras online.
  • Pagamentos Digitais: A adoção de métodos de pagamento digitais, como carteiras móveis e serviços bancários online, indica a mudança das transações financeiras tradicionais para as digitais. A percentagem de adultos com conta numa instituição financeira ou num prestador de serviços de dinheiro móvel aumentou de 10,8% em 2014 para 15,5% em 2017, segundo o Banco Mundial. A percentagem de adultos que fizeram ou receberam pagamentos digitais no ano passado aumentou de 6,2% em 2014 para 9,5% em 2017, segundo o Banco Mundial. As principais plataformas de pagamento digital são Orange Money, MTN Mobile Money, Cellcom Money e Intercel Money. Os principais desafios para os pagamentos digitais são o baixo nível de inclusão financeira, o elevado custo das transações, a falta de interoperabilidade e as barreiras regulamentares.

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